sábado, 30 de julho de 2011

Anamnese do Amor


Uma reflexão bastante propícia para os relacionamentos modernos veio do famoso e lendário detetive dos fatos óbvios, Sherlock Holmes, enquanto pensava em dividir a vida com seu fiel companheiro, Watson: ”Watson,é aconselhável que duas pessoas antes de pensarem em dividir a mesma moradia, conheçam as suas piores características”(Shelock Holmes. Um estudo em vermeho,cap.I)

Mas ao que parece, as coisas óbvias são as mais difíceis de enxergar...

Analisando um pouco mais a fundo, a frase não poderia ter saído de uma mente mais científica. O criador de Sherlock Holmes era médico, e assim como na ficção, nas ciências médicas, o diagnóstico e o prognóstico estão fincados em um boa anamnese.E que coisa é conhecer a pessoa com quem vamos nos relacionar, senão um ato anamnéstico.

Assim, todo relacionamento, antes de engrenar, deveria passar uma ponderação racional, ao invés de motivar-se apenas pelos impulsos do sentimentalismo, já que o discernimento torna-se extremamente passível de erros, pois "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?"Jr.17:9. 

Por isso, costumo dividir a anamnese do amor em três troncos bem simples: Antecedentes pessoais,familiares e um interrogatório complementar simples.

Nos antecedentes pessoais, verificamos o histórico dos relacionamentos anteriores, foram bons?Duradouros?Ele (a) se relacionava com que tipo de pessoa?Por que terminou?Com quantos (as) ele (a) se envolveu?Isto tudo é importante para firmar o prognóstico.

Nos antecedentes familiares, tentamos extrair os padrões de relacionamento, as tendências: mãe e pai são felizes?A família é equilibrada? Eles têm um bom relacionamento, eles têm tendência a vícios, poligamia, divórcio?

Já no interrogatório complementar você vai buscar o grau de compatibilidade: Nível social, intelectual, credos e crenças. A idéia é que quanto mais favorável e limpa for o currículo emocional, maiores o chances de um prognóstico acertado e feliz. Por isso, cautela!Lembre-se que o desespero nunca ganhou uma guerra...

Assim:

"Entre a razão e a emoção, fique com os dois... equilibradamente. Afinal, a razão administra a emoção e, esta, dá mais sentido à razão." Alvaro G. Loregian

2 comentários:

  1. olá vim desejar uma feliz primavera das conchas...
    grande abraço.
    www.conchasbelas.blogspot.com

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  2. Sem dúvida. É a racionalidade do amor e da vida.
    Nem tão difícil na teoria, nem tão simples na prática.

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